Como me tornar uma pessoa melhor?

Postado em 31/10/2017 | 0 comentarios | 48 visualizações

“Aquele que se esforça seriamente para melhorar, assegura para si a felicidade, já nesta vida”. Allan Kardec

Foi Esopo, um escravo que viveu na Grécia Antiga, que nos conta essa história sobre a brutalidade e a gentileza.

Esopo possuía o dom da palavra e a habilidade de contar histórias curtas, retratando animais e a natureza e que, invariavelmente, terminavam com tiradas morais.

O sol e o vento disputavam para ver quem era o mais forte. O vento gritou, berrou, proclamou sua força através das ventanias e vendavais, enquanto o sol relembrava o seu poder de fazer evaporar as águas dos rios e oceanos.

A discussão prosseguia acalorada, quando bem perto deles surgiu um menino vestido com um grosso casaco de lã. O vento, tentando mostrar superioridade, soprou tanto e tão forte que fez com que o menino corresse pelas ruas até encontrar um lugar seguro para se abrigar, enquanto o sol esperava atrás de uma nuvem. Logo assim que o vento se acalmou, o sol enviou raios aconchegantes, lenta e continuadamente até que o menino retirou seu casaco e saiu pelas ruas aproveitando aquela quentura benéfica que se espalhava sobre seu corpo.

Em nossa vida cotidiana, encontramos pessoas que são como o vento: gritam, xingam, usam de força para fazer prevalecer sua vontade, ao passo que outras se portam como o sol, agindo com singeleza e calma: não destratam pessoas, não usam de agressividade, mas sim impõem suas ideias de forma gradativa e natural.

Como é difícil exercitar tudo isso em nosso dia a dia. É o patrão que não compreende nossas ideias e não nos valoriza, é o colega de trabalho que, segundo nossa concepção, compete conosco durante todo o tempo, é a violência a que somos obrigados a assistir e a ficar expostos, sem muitas perspectivas de mudança, são os medos que estão à nossa volta durante todo o tempo, nos fazendo muitas vezes agir como o vento, esquecendo de exercitar nossas melhores virtudes.

Em O Evangelho segundo o Espiritismo encontramos sábias palavras sobre a virtude: “A virtude, no seu grau mais elevado, abrange o conjunto de todas as qualidades essenciais que constituem o homem de bem. Ser bom, caridoso, trabalhador, sóbrio, modesto, são as qualidades do homem virtuoso. Infelizmente, são quase sempre acompanhadas de pequenas falhas morais, que as deslustram e enfraquecem. 

Diante da situação tão confusa e frágil por que passa o nosso País, ouvimos constantemente frases desse tipo: “No Brasil, só os corruptos têm vez. Sou honesto, bondoso e não chego a lugar nenhum”.

Muitas vezes, o que ainda não conseguimos entender, é que essa mudança deve ocorrer internamente, que, antes de qualquer coisa, estamos trabalhando para o nosso próprio aprimoramento moral.

Joanna de Ângelis, através da pena de Divaldo Franco, nos exorta ainda: O lar exerce sem qualquer dúvida, como ocorre com o ambiente social, significativa influência no ser, cujos resultados serão o equilíbrio ou a desordem moral, a harmonia física ou a psíquica, correspondente ao estado evolutivo no qual o indivíduo se encontra.

Jovem, valorize a família que Deus lhe deu. Através dela, com certeza, todos nós poderemos nos tornar pessoas melhores.

 

Fonte: correioespirita.org.br

Autora : Fátima Moura

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