Maria Modesta Cravo fundadora do sanatório espírita em Uberaba

Postado em 04/08/2015 | 0 comentarios | 1253 visualizações

Bilhões de almas no planeta, seja no corpo físico ou fora dela, clamam por esperança e paz.

Esperanças para que sua vidas tenham sentido e rumo.
Paz para que consigam avançar na direção do progresso necessário e possam se libertar dos sítios de dor nos quais se encontram há milênios.
No plano astral das grandes megalópoles ou mesmo em lugares desconhecidos e menos povoados ao redor do planeta Terra, encontram-se colônias de um submundo formado por esses espíritos desencarnados. Nelas existem penúria e injustiça, dor e doença, fome e loucura, submetendo-os a sofrimentos inenarráveis. E eles aguardam a nossa colaboração.
Por conta dessa carga vibratória ignorada pelo homem dominado pelo materialismo, pesa sobre a economia das nações em desenvolvimento um ônus que não é apresentado nos tribunais do mundo nem nos projetos de assistência social dos órgãos públicos que, hoje em dia, é capaz de gerar reflexos substanciais na sociedade dos encarnados. A vida astral padece de nutrição, orientação, socorro, acolhimento e alívio.
Comunidades inteiras se deslocam, no século 20, por causa das inúmeras mutações sociais e das alterações ecológicas, em ambos os planos da vida. Muitas mudanças aconteceram na vida espiritual da Terra mesclando a sombra e a luz, o plano físico e espiritual, criando cenários jamais vistos em todos os tempos da história.
Vemos hoje o desejo incontrolável dos jovens encarnados de permanecerem horas nos shoppings centers das grandes cidades, sendo sustentados por espíritos ociosos do plano espiritual, padecendo todos da terrível doença da sensação de inutilidade.
Nos lugares de diversão, onde os encarnados se embebedam de prazer e fuga, vamos encontrar formas de vida astralina, estranhas e perigosas, infestando os ambientes de vírus e bactérias, incentivando, no plano físico, a mutação de doenças desconhecidas e de difícil diagnóstico.
Nos templos de qualquer religião, a luz da oração costuma enlaçar, abruptamente, almas em completa demência ou desespero, para que se envolvam no calor das vibrações e das palavras que lhes acalmam e lhes agasalham no frio das intempéries mentais.
Um simples restaurante de portas abertas para a rua pode tornar-se um pasto de usufruto coletivo de desencarnados atordoados pela fome e pela ganância, suplicando um pedaço de carne. A mendicância física que é vista na porta de uma padaria, de uma loja de guloseimas ou de um ambiente comercial não é nada comparado com a espiritual.
Quem vê as cracolândias nas grandes capitais do país nem imagina os grupos de viciados que se formam no astral dos grandes centros urbanos, onde a vida acontece com os mais variados interesses escusos e onde se movimentam as ações de ganhos das empresas e organizações do plano físico.
O submundo já não se comporta nas regiões subcrostais da Terra e se transpôs para as avenidas e escolas, prisões e templos, barracos e mansões, instituições e centros de lazer. O inferno literalmente se deslocou para o solo terreno.
Quem vê a situação dos países subdesenvolvidos, com as pessoas comendo barro (no Haiti, mulheres preparam biscoito de barro com água e sal para alimentarem seus filhos famintos e desnutridos), pode ter uma noção dos quadros cruéis de dor espiritual em decorrência do fato de que na vida física avançam os casos de desperdício dos que têm em abundância.
O superpovoamento é também astral, causando uma sensação de sufoco e perda generalizada que a maioria dos homens encarnados não identifica claramente, mas que os faz padecer todos os dias em seus pensamentos e sentimentos. Todos já são capazes de sentir o peso do psíquico do planeta.
O lado oculto da transição planetária é um movimento que marcha acelerado e intensamente repleto de efeitos no mundo físico. Os dois planos de vida estão intimamente entrelaçados que, em certos episódios, como o ” 11 de setembro”, fica difícil conceber se os aviões foram atirados nas Torres Gêmeas por homens ou por espíritos, tamanha a identidade dos propósitos e de condutas.
O fundamentalismo e a política, a educação e a religião, a cultura e a arte, a guerra e a corrupção, a ganância e o desejo de domínio estão estreitamente conectados com as mais surpreendentes manifestações de falanges trevosas no mundo dos espíritos.
Quaisquer frentes de serviço no bem que se abram para os serviços no submundo são como uma caravana corajosa que corta os desertos e as sombras da noite para levar água e comida, alívio e acolhimento aos padecimentos e necessidades de quantos se encontrem nessa esfera astral da Terra.
Aqui no plano espiritual, a matéria que os médiuns no corpo físico podem oferecer a tais iniciativas é comparável a ouro. A energia do corpo físico é única, substancial e sem imitações.
Jesus está nos umbrais da terra conclamando operários ativos e destemidos no mundo físico para esse momento. Impossível a regeneração do planeta sem a limpeza do submundo astral, onde ai da se encontram as raízes de toda maldade e de todos os problemas do planeta, em todos os tempos de sua história.
Candidatar-se a esse gênero de serviços em favor do bem é promover-se à condição de servidores de luz em plena era de transição, é receber proteção e assistência dos mais memoráveis e dedicados cooperadores das esferas mais altas do nosso orbe.
O chamado de Eurípedes Barsanulfo e de Isabel de Aragão soa como ecos vibratórios que tocam as fibras profundas de todos os corações ementes abertas ao serviço de espiritualização do planeta.
Quando o amor sucumbe, as trevas vencem. Quando grupos erguidos em nome do Espiritismo e do Evangelho se abatem perante conflitos e discórdias, as trevas assinalam uma vitória por apagar um ponto de luz.
Quando o amor supera as sombras do egoísmo e do preconceito, a obra do Cristo vence e assinala mais um passo à regeneração na Terra. É essa a história do Grupo Espírita Fraternidade descrita nesta obra. Um grupo de pessoas simples, porém, com a alma aberta às influências do amor.
Diz o codificador que ainda temos uma grande conquista a realizar: a de estabelecer entre nós a caridade, a fraternidade e a solidariedade que nos garanta o bem-estar moral.
Para isso faz-se necessário o desenvolvimento das relações honestas, autênticas e sólidas, que estimule a humildade e a fraternidade. Esse chamado para os tempos novos da regeneração solicita organizações alinhadas coma despretensão, a simplicidade e o desejo sincero de ser útil. Que as instituições sejam dirigidas pelo bom-senso e não pelo autoritarismo, pelo fato e não pelas regras.
O destaque de Kardec é muito apropriado: não necessitamos somente desenvolver a inteligência, mas sim elevar nossos sentimentos a fim de que possamos acabar com nosso egoísmo e orgulho.
Dificilmente os planos e projetos nascidos do intercâmbio sadio da mediunidade se corporificarão nas atividades humanas sem um nobre e abundante sentimento de fé. Essa fé, significa, sobretudo, confiança suficiente no grupo espiritual para reconhece-lo, em quaisquer ocasiões, como a fonte maior de força, amparo e roteiro para um caminho mais ajustado com o aprendizado no bem e a libertação de nossas consciências. Fé que signifique entrega e parceria para servir e aprender. Esse sentimento e essa conduta não florescem se não houver inteligência e conhecimento.
Nos bastidores da transição, trafegam os mais dolorosos quadros de enfermidade moral pedindo nosso auxílio. Todos podem oferecer algo pela via do coração.
O chamado de Jesus pede nossa presença. Estendamos nossa rede de luz e socorro nesse momento tão decisivo da nossa casa planetária. Afinal de contas, ao estendermos nossas mãos a essas frentes de serviço, estamos em verdade, abrindo nossos corações para agasalhar nossa família espiritual, formada pelos laços longínquos na noite dos tempos, e mergulhado na aura límpida da bondade, que é o melhor e mais eficiente escudo de proteção humana na escola terrena.
Que o Senhor da Vinha nos ampare nos propósitos e nos segure firme nas tarefas dessa hora!. Paz e esperança em nossos corações!
Maria Modesta Cravo

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